Como o design pode ajudar o marketing?
Para aqueles que tem dificuldade em justificar a importância do design gráfico, do ponto de vista do marketing ou da gestão empresarial, aí vão algumas idéias (o texto é uma tradução-resumo de um texto em inglês, da Associação dos Designers Gráficos da Austrália):
DIVULGAÇÃO:
O Design afeta a consciência que os clientes tem do produto, através das mensagens visuais na propaganda. É importante que o consumidor saiba que você existe, e sem design isso vai ser mais difícil. Diante da concorrência isso é mais importante ainda, caso contrário as mensagens dela podem diminuir o impacto da sua comunicação.
MOTIVAÇÃO DE CONSUMO:
A intenção de compra, ou predisposição, é afetada pelas características do produto e pelo preço, e não apenas pelas ofertas da concorrência.
MEMORIZAÇÃO:
O design pode ajudar a criar consciência e adicionar impacto emocional e lembrança para uma proposição comercial básica. Não importa quantas vezes você joga uma mensagem pro mercado, se ela não for percebida ou lembrada, de nada vai adiantar. Aí entra o design.
ALINHAMENTO COM MERCADO ALVO:
O design também transforma o conhecimento da marca em motivação para compra, por alinhar o produto com o mercado alvo, falando com ele no seu próprio idioma visual. Uma churrascaria e um banco falam para públicos muito diferentes. Cada projeto de design faz o público perceber que a marca entende suas necessidades básicas.
PERCEPÇÃO DE VALOR:
O design também afeta o preço, ou ao menos a percepção do valor naquele preço, por posicionar o produto visualmente em relação a outros produtos concorrentes com preço mais alto.
COMBATE À CONCORRÊNCIA:
O design ajuda a anular as ações dos concorrentes, por criar fortes diferenças visuais entre o produto e os demais.
TRADE MARKETING:
O design também contribui para as estratégias de marketing por dar aos vendedores ferramentas promocionais poderosas para convencer os distribuidores a estocar o produto.
DESTAQUE NO PONTO DE VENDA:
E, uma vez que o produto esteja estocado no Mercado, o design trabalha novamente para garantir que o produto se destaque nas gondolas, em relação aos outros milhares de produtos que lotam as prateleiras.
AUMENTO DE LUCRO:
Além de tudo isso, os designers também podem afetar o lucro, reduzindo custos. Os materiais utilizados adicionam custos por unidade, e aqui o designer também pode fazer uma grande diferença, por escolher cuidadosamente como ganhar máximo impacto a partir dos materiais, número de cores e capacidades do processo de impressão.
Original, em inglês: http://archive.agda.com.au/dm/observations/Marketing102.html
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4 Comentarios »
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\o/
pow PC aqui deu pala
mas voltei agora
aruumei e voltei ^~
Excelente artigo (como sempre).
Só tenho uma divergência: a frase “O design ajuda a anular as ações dos concorrentes, por criar fortes diferenças visuais entre o produto e os demais”.
Penso que há um pouco de exagero, pois não há como “anular” as ações dos concorrentes (e se eles também tiverem uma ótima equipe de design?).
O que dá é tentar minimizar o impacto e a influência dos concorrentes, posicionar melhor a própria marca de maneira que ela fique evidenciada. Mas, anular as ações dos concorrentes apenas criando diferençcas visuais, é um pouco demais, não acha?
Abraços,
Eu entendi seu comentário, e acho que a tradução que eu fiz não foi mesmo a mais adequada. O problema está no uso que fiz da palavra “ajuda”.
Eu entendo que se alguém ajuda, é porque não dá pra fazer sozinho. Então, anular a ação da concorrência nunca é tarefa que o design faz isoladamente, mas é o esforço coordenado e integrado de várias partes.
Anular a ação da concorrência pode acontecer sim, e de maneiras até bem triviais, como num efeito gôndola, causado por embalagens que formam uma parede sensorial, deslocando a atenção de outros produtos para a embalagem com projeto inovador. Nesse momento, de um ponto de vista limitado, a concorrência sumiu, pois pra percepção só existe aquilo que se consegue perceber.
Esse efeito de nulidade concorrencial obviamente não é um processo de causa e efeito, estímulo e resposta (assim como no caso da Motivação, Divulgação e Memorização). Vai depender de muitos fatores e do contexto. No entanto, partindo do pressuposto de que o design bem feito hoje em dia não é regra, e sim exceção, um projeto adequado de apresentação tem grandes chances de encontrar concorrentes frágeis, que não tem uma “ótima equipe de design”. E neste caso, não é a embalagem que ajuda a anular a concorrência. Eles mesmos se sabotam e ajudam a se anular, na medida em que deixam o terreno livre pra outros produtos se destacarem e se tornarem uma ameaça.
O processo em que um produto anula a ação de concorrentes nem sempre acontece da noite pro dia (embora haja casos em que isso ocorreu). Provavelmente é um processo lento, que pode levar anos pra trazer resultados, mas que, quando surgem, pode implicar no desaparecimento de um concorrente, como é o caso de um importante jornal de Santa Catarina, que tinha 95% de participação no mercado, despencou para 11% e hoje simplesmente sumiu (na verdade foi engolido).
Os efeitos do design, do ponto de vista da nulidade concorrencial já são bem documentados em estudos sobre percepção e cognição. Dentre os principais autores temos Morrow, Zweigenhaft, McElroy, Bellizi, Linquist, Zimmer, Dodds, Grewal, Parasuraman, Spies, Nussbaum, para citar alguns.
Obrigado pela oportunidade em esclarecer o assunto, Lígia.