Excesso de Referência

Na semana passada rolou em diversos emails internos em listas de design, uma grande polêmica, relacionado a semelhança entre logos do Blog .marcamaria (que foi criado em 2007) e o Rdesign Campos (Encontro Regional de Design) que acontecerá no Rio agora em 2009. Fiquei em dúvida em postar isso aqui, mas acho pertinente obter a resposta de todos uma vez que é um assunto interessante a ser debatido.
A pequena discução está rolando porque houve uma certa semelhança do “peixinho” que há em ambas as logos. Onde algumas pessoas acreditam ser coicidência a tal semelhança e outras optam por falar que é plágio, cópia ou o vulgo excesso de referência.

Logo MarcaMaria

Logo Rdesign Campos
Segundo o criador do logo .marcamaria, Fábio Sousa (faso) na hora em que notou tal semelhança optou por fazer um “teste” redimensionando os peixes e sobrepondo a fim de verificar se o traço do vetor é o mesmo. Onde obteve uma afirmação (vide figura abaixo).

tentou entrar em contato com os coordenadores do Rdesign Campus, onde demorou para houver algum tipo de entendimento, via comentários em seu blog.
Porém no dia 06 deste mês (Março) uma das organizadoras, Ludmila deixou um comentário no Marcamania informando que o peixe será removido da marca (mediante a comprovação fotográfica do evento).
Agora fica a minha dúvida, um estudante de design realmente copiou tal elemento ou não? se sim deveria haver algum tipo de punição para este? Ví alguns comentários também onde pessoas falaram que este peixe é desenhado por qualquer criança de 8 anos, isso muda alguma coisa?
Update… Segundo o blog do R Campos, onde postaram uma nota oficial sobre o ocorrido. A Ludmila se equivocou ao falar que seria removido o elemento do logo.
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Ainda acredito que tudo não passa de um mal entendido.
Se tiver curiosidade, o post com os desenhos técnicos da marca do .marcamaria:
http://marcamaria.com/2008/09/16/a-historia-de-um-peixe-amarelo-em-seu-aquario/
Abraços,
.faso
PLÁGIO
Vejam dois exemplos com empresas de prestígio no mercado brasileiro
http://carolhoffmann.blogspot.com/search/label/clonagem … Quem copiou quem??
Quanto ao marcamaria, acho que conseguiu seus minutinhos de fama!!!
O curso de Design do IF Campos postou uma nota sobre o ocorrido no site do evento: http://rdesign.cefetcampos.br/rdesign/blog/index.html
Para tirar minhas conclusões resolvi fazer meus testes, que fique claro, não prova nada, mas foi meu ponto de partida para a minha (única e exclusiva) conclusão: O que fiz, copiei as duas imagens e as vetorizei, tentei criar uma malha construtiva simples, etc.
Apesar da semelhança do desenho, eles não são iguais, o da “marcamaria” é mais arredondado e com a calda mais curta, ambos foram construídos a partir de um circulo, porém o que me ter uma conclusão foi a proporção áurea, encaixam!!!
Então só me resta dizer, foi uma incrível, inesperada e triste coincidência.
Eu sou da CORDe Campos e já nos pronunciamos sobre esse ocorrido: http://rdesign.cefetcampos.br/blog/o-201ccaso-do-peixinho201d
Mesma coisa os peixinhos: ambos logos ridículos de medíocres, brigando por quem foi medíocre primeiro… Vão caçar sapo, vão…
Infeliz coincidências acontecendo, encontram. E aí saem fomentando a baixaria. Fica tranqüila, CORDe. Tá na cara que é sacanagem do “destino”.
Feio, muito feio!
Faz favor…. é o mesmo peixe!
E mesmo que não foi plágio, mesmo que tiveram a mesma inspiração “infantil” em criar traços “arcaicos”, o marcamaria chegou primeiro. Não importa o que aconteça. Eu não posso fazer um logo igual ao da Pepsi, por exemplo, e alegar que não o conhecia ou que o momento de inspiração foi o mesmo.
O fato de Marcamaria ser desconhecido não o faz desmerecedor de seus direitos.
Ponto.
Por favor, encerremos essa discussão.
Nosso pronunciamento já está no site:
http://rdesign.cefetcampos.br/blog/o-201ccaso-do-peixinho201d
Não vamos fomentar mais isso…
O RDesign já está na porta e em nada afetará negativamente a marcamaria.
Isso foi dito desde o início…
Somos 9 da Corde e todos participamos desde as primeiras ideias da assinatura.
Todos sabemos que não copiamos nada e todos acompanhamos a criação do peixe, com vários testes, (inclusive com olho de peixe morto, formas mais pontiagudas, com boca, sem boca) e estamos com nossa consciencia tranquila.
Eu como futuro Designer me sentiria péssimo por participar de uma imitação, ou coisa do gênero.
São iguais, sim, mais quantas coisas hoje sem nem percebermos são identicas, por serem coisas pregnantes e fáceis de se criar.
Só que, a assinatura dele não foi copiada, apenas um elemento (apenas o elemento) teve a infeliz sorte de sair igual, sendo que nunca ouvimos falar da Marcamaria.
Portanto, não há base para entrar em ação judicial, por plágio.
Temos advogados nos orientando e jamais ficaremos marcados como péssimos profissionais, por que nós sabemos o trabalho que tivemos para chegar a uma assinatura satisfatória.
Não comentei no site da marcamaria, por que só aumentaria discussões, mais lá muitos sem conhecer nem mesmo os dois lados e como tudo se sucedeu, falam uma série de coisas, nos agredindo em palavras, sendo que tudo poderia ter outro rumo, se o que se diz tão correto agisse de outra forma.
Estamos ocupadíssimos por que temos pouco tempo para o evento e temos mil coisas para fazer. Não vamos nos preocupar com uma coisa que para nós já está encerrada.
Acho bacana essa discussão e acho que isso é um tema importante para qualquer design.
Tenho minha consciencia tranquila pois sei como agimos e qual é a nossa defesa para cada elemento (inclusive o peixe), e para assinatura em sí. Acho que acima de qualquer crítica as pessoas devem comentar sensatamente para ambos os lados e pensar no que fala. Por que o profissionalismo não se limita a copias ou imitações, mais a relacionamentos com clientes e colegas de profissão também.
Pode haver opniões/criticas, desde que construtivas…
A propriedade sendo do Faso, ele teve bom senso de perguntar o que estava acontecendo, já que era havia uma semelhança de escala ( não só de “olhometro”. Pessoal, vocês falam que não faria mal ?! Vocês passem dias pensando em uma identidade, que denote todas as informações que você coloque, passe esses dias elaborando, criando grid ( teve uma alma penada dizendo que era furada… É sr. piedade da alma deste moço, porque alma de designer que é bom aí rs NADA. ) e você encontra uma semelhança tão grande. No caso não está rendendo dinheiro, mas e se essa bela ” semelhança” gera dinheiro pro seu concorrente e não pra você!? Aí pode??? Quem copia uma copia duas ( não estou tomando partido da copia e sim de um ex. )
E enqt a galera do Corde, força ai, eu pesquisei a instituição, o trabalho, e ja fui a alguns R’s design, o melhor foi o de 2005 sediado ai! eu nao fui, mais ouvi falar! vcs tem uma moral absurda em relação a congressos!… enqt ao peixe. manda ele escolher outra especie! afinal de contas…existem tantas…. tanto xou pra nada! e msm sabendo disso, ele continua se pronunciando…PRA QUE? comover mais? ou fazer um manifesto de emos?
Quero antes de mais nada dizer que, no 1º momento sob o efeito da indignação que senti em receber a notícia de que plagiamos uma forma que é baseada em círculo, bem arredondada e infantil (portanto com grandes possibilidades de serem semelhantes) e ter acompanhado pessoalmente o seu processo criativo(sem se basear na marca em questão, de fato, não a conhecíamos), além da ameaça de processo sem acordos tentados, se expressou em meus posts no blog do Fabio…, mas esse momento já passou e peço até desculpas se minha reação foi forte, naquela ocasião.
Vendo que o assunto ainda não se esgotou para muitos, inclusive amigos designs receberam o link desta matéria, e de ler esses comentários, comecei a ter vários questionamentos que ora divido aqui com todos.
Até onde alguma coisa tão simples pode ser considerada plágio, e onde estaria o limite que pode configurar algo como sendo isso?
Até onde nós como profissionais e seres humanos, nos tornamos generosos ou vaidosos de nossos talentos à ponto de nos tornarmos tolerantes ou intolerantes com as limitações alheias?
Onde está o sutil limite que poderá nos tornar “ilhas” de verdades absolutas ou sábios pacíficos e agregadores?
Porque vivemos muitas vezes com o nosso “gatilho” armado e pronto pra detonar grande potencial de energia bélica sem nem mesmo tentar reconhecer em nós mesmo as possíveis falhas que apontamos no próximo?
Assim como essas, muitas outras questões se anunciam a ponto de não caberem neste espaço, mas o que pretendo manifestar é o desejo de que todos nós, sem exceção, envolvidos nesta ou em outras questões, façamos uma reflexão mais honesta e profundamente possível sobre essa lição universal.
Somos estudantes, e o Fábio já profissional atuante, mas tanto de uma parte quanto da outra, erramos e acertamos…, e temos o dever de rever pensamentos e atitudes para que se consiga um crescimento pleno como seres humanos mais preparados e fomentadores de Paz.
Para finalizar quero, de coração, convidar o Fábio e a todas as pessoas que acompanharam esse episódio a comparecerem ao nosso encontro de estudantes e profissionais da área, para nos conhecer melhor e discutirmos de uma forma positiva os aspectos de nossa profissão e vida.
Rapaz, a gente tava hoje em uma reunião da CORDe discutindo a possibilidade de lançar esse diálogo sobre excesso de referência ou plágio. Isso tudo, não só pra nós mas para muitos, serviu de aprendizado e a gente quer aproveitar pra tirar um conteúdo positivo disso. Estamos correndo contra o tempo. Nossa grade está pronta, nossos palestrantes confirmados mas daremos um jeito de encaixar esse debate!
As imagens foram parar em blogs internacionais, em mais de 20 blogs, além de nacionais, e em jornal e revista paulistanos. Enfim, nem tocamos a idéia pra frente.
Acontece que no IF desse ano, adivinha qual foi um relógio que ganhou segundo lugar num dos quesitos lá? Tcharam! Um relógio lousa que não era o nosso, mas muito parecido! Só trocou giz por canetão.
A gente ficou chateado? Nem um pouco, afinal, como eu disse, a idéia era bacana mas não genial, muita gente se bobear já deve ter pensado nela, e se eles tiverem ou nao plagiado, na boa… tamos pouco nos lixando!
a forma é básica, qualquer um pode ter uma idéia parecida com a de outro, oq não quer dizer q é um plagio ou excesso.
pra mim, isso tem outro nome, talvez preguiça de pesquisar mais sobre o tema e ou falta de prazo, e tantos outros motivos…
Rafael Horta
Eu, enquanto estudante de Design, ficaria mt satisfeito se houvesse mesmo uma mesa redonda com esse tema, algo como “plágio involuntário”. É uma situação que todos nós, estudantes e profissionais consolidados no mercado, estamos expostos a passar algum dia. Hj, foi a galera da CORDe e o Marcamaria, e pq não podemos usar essa experiência a favor de todos nós?
Se o RDesign disponibilizar tal discussão, seria genial…
Não sei se foi plágio, ainda mais pelas assinatura terem sido construídas sobre malhas geométricas e o olho ser praticamente o mesmo, mas o peixe é simplesmente o elemento mais forte da marca do RDesign, tanto que quando bati o olho na primeira vez pensei que ele era o logo, nem percebi o R em volta do peixe. E o logo do faso é voltado pra um publico infatil, mas não sei o conceito por trás do peixe do RDesign, então nem dá pra falar nada.
Mas o pior é a confusão dentro da própria CORDe, sobre apoio, sobre retirada do elemento da marca, onde um dos integrantes se pronuncia com o faso e depois o grupo diz que não foi consultado e que não será como foi dito por esse integrante. O faso deve sentir como se estivessem enrolando ele, porque quando o grupo fica bagunçado desse jeito é complicado.