GIGA E GIGAS – Você comete esse erro?
Há muitos anos sempre ouço alguns profissionais da área de informática (e não somente da área de design gráfico, 3D, etc) cometer um erro gravíssimo (pelo menos para os que entendem): falar MEGAS, GIGAS, e etc.
Vou explicar.
Desde quando eu dava aulas de MS-DOS (pra quem não sabe do que estou falando, nem precisa terminar de ler o artigo), sempre ensinava aos alunos a forma de pronunciar algumas coisas relacionadas à informática. Uma delas, era a nomenclatura das unidades de medida da informática, como bits, bytes, kbytes, etc. Na época, gigabytes era coisa do futuro.
De uns tempos pra cá – desde que os espaços de armazenamento ficaram maiores – tenho ouvido algumas expressões um tanto errôneas.
Exemplo disso é o plural das unidades de medida. Quando alguém quer falar que usou 10 gigabytes, tem falado 10 GIGAS! ! ! Ora… se a medida é gigabyte, o plural fica GIGABYTES, portanto, se só o radical for falado (mega, giga, tera) não tem o S que fica no final do byte… portanto deve ser falando 20 MEGA, 10 GIGA, 90 TERA.. e não 90 TERAS. Dessa forma, a pessoa estaria falando 10 TERASBYTES, ou seja, 2 S.
Pode parecer uma consideração estranha e sem fundamento, mas pra quem REALMENTE entende de informática, ouvir 10 GIGAS, 20 MEGAS, etc dói no ouvido. E muito.
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Mas, de certa forma, o certo não é nem falar “10 giga”. Seria “10 Gigabytes”, mesmo. Só que, como acontece com todas as outras palavras mais complexas, quando adaptadas pra linguagem coloquial, acredito que não haja uma regra a ser seguida. Acho que, nesse caso, falar “10 giga” é um eufemismo, um paliativo. Ou fala “gigabytes”, ou fala como quer. E pra maioria das pessoas acostumadas com a gramática portuguesa/brasileira, acima de “um” é plural. Logo, os coloquialismos também são levados ao plural.
Conheço também gente que fala “GêBê” e “GêBês”. De acordo com o teu argumento, também estão errados, já que a pronúncia da sigla não está prevista em nenhum código normatizador.
No fim, temos mesmo que nos resignar e adaptar ao modo como “clientes/parceiros/colegas” falam, e aceitar apenas uma pontinha como chatos que sugerem “cara, só pra te avisar, o correto não é assim”. Digo isso porque eu também reclamo. Mas cultura é assim, é mutante. E a representação máxima da cultura de um povo – salvo pouquíssimas exceções – é sua língua.
Fico mais tranquilo em saber que não sou paranóico!
Hehehe.
mas sei lá…
é engraçado pensar que tem muuuuita gente que fala quilos.
não seria quilogramas?
E mesmo que alguém fali 2 quilo, soa muito estranho! =S
Mas gigas doi demais!
Tambem estudei informática, e este fato não me remói nem um pouco!
Acho triste designers perderem o seu tempo com essa de se preocupar demais com o que acontece em sua volta, e nao consigo. Qual o problema de Designer de Sombrancelhas, por exemplo? Qual o problema de falar Gigas? Nenhum destes roubará seu trabalho, e isso nao fará diferença nenhuma para o nosso mundo (o do Design). Gostaria de ler UM só blog aonde não existissem pessoas revoltadas com e reclamando de tudo que não consegue mudar, apenas falando mal de pessoas como vizinhas falando de da vizinhança. Pra fazer a diferença, mude você.
vossa mercê depois de algum tempo usou-se:
sossemecê Depois….
vosmecê depois….
você por fim né
mas como nunca para na inter usamos vc no nortedeste usa-se somente cê no sul usa-se ocê (ou do tipo)
qual destes vc usa?….
Estamos em constantes mudanças tanto no modo de falar como de pensar!
O prefixo quilo (símbolo k) indica que a unidade está multiplicada por mil. Portanto, não pode ser usado sozinho e sim como prefixo para outra unidade de medida:
Certo: quilograma; kg
Errado: quilo; k
A mesma coisa se aplica para o mega (M) que indica que a unidade está multiplicada por um milhão e não deve ser usado sozinho.
http://www.inmetro.gov.br/consumidor/unidLegaisMed.asp
Abraço.
Abração
Por um lado, temos a questão da linguagem popular, que a língua se forma a partir das palavras inventadas pelo povo, com a qual concordo perfeitamente, o idioma é formado assim.
Também é verdade que o fato de alguém falar “gigas” ou “megas” não altera em nada o resultado do trabalho do profissional de informática.
Devemos levar em conta que até mesmo as empresas de grande porte difundem este erro. Veja por exemplo os anúncios de banda larga com “xxx megas”. No site da Net Virtua, tem uma página de nome “internet-net-virtua-3-megas_novo.jsp”, onde fala de banda larga com “3 mega”, apesar do nome do arquivo usar “megas”.
Apesar de achar válidos os argumentos dados pelos favoráveis, considero que no meio profissional é preciso usar um padrão.
Veja bem, dentro da medicina, os médicos e enfermeiros usam os termos técnicos do ramo de forma padronizada e correta, e nunca da forma “cada um fala como quer”.
Dentro do ramo jurídico, entre advogados, juízes, profissionais do direito em geral, os termos (que são em quantidade muito maior que na informática) são usados de forma padronizada e precisa, inclusive com palavras em latim.
Entre engenheiros de cada especialidade, também são usados centenas de termos técnicos padronizados.
Dentro dos ramos de aviação e navegação, ocorre e mesma coisa.
Dentro do meio militar, apesar das gírias, os termos da área profissional são padronizados.
Em todos esses ramos existem normas técnicas e unidades reguladoras (ex: OAB, CRM, CREA, etc.) que tratam, entre outras coisas, do jargão técnico.
Na informática é diferente. Existe o grande público que simplesmente usa informática (usuários domésticos, curiosos, vendedores, aquelas pessoas que usam o computador na maior parte do tempo para jogos e downloads de filmes e músicas), e existem também os profissionais de informática.
O resultado é que nós, profissionais de informática, não prezamos e não valorizamos o uso correto da nossa nomenclatura técnica. Achamos que se o leigo usa termos como “gigas”, “a pen drive”, “aquela coisa que encaixa no computador”, “aquela coisa que parece um isqueiro”, profissionais também podem relaxar no jargão técnico.
Em outras áreas profissionais, o conhecimento vem apenas da escola. Na informática, o conhecimento vem por todos os lados. Muitos “aprendem” até a partir de conversas de vendedores de informática.
Tem ainda o lado da falta de humildade do profissional, que ao descobrir que estava falando errado, não quer passar a falar corretamente, encontrar uma explicação que torne válido o uso das suas expressões erradas. A partir desse quadro, creio a maioria dos profissionais, e também daqueles que se declaram profissionais, continuarão usando os termos errados. Quem não gosta de ouvir “Gigas e Megas”, como eu, precisa se acostumar com a dor. Sugiro que pra isso façamos um treinamento: ler placas e avisos como “Desvio à 50 metros”, “De quinta à domingo neste cinema”, etc.
Desde quando essa área não precisa ter conhecimento sobre unidades de medida, hardware etc…
Mas como o próprio autor mencionou, “Não só nessa área”. Vê-se muita gente que acha que entende de informática e comete tais erros, mas de qualquer forma, também é um erro generalizar qualquer tipo de coisa.